Aluguel por temporada é renda extra em tempos de crise

Postado em Blog TemporadaBR | 18 de Abril/2016

A notícia abaixo foi publicidade originalmente no InfoMoney e pode ser vista na sua fonte original nesse link.

A crise econômica, impulsionada pela desvalorização do real e o aumento da inflação, enxuga cada vez mais os orçamentos das famílias, que estão em uma busca constante por alternativas para complementar a renda mensal. Uma solução, que já é muito comum no exterior, despontou como forte tendência no Brasil nos últimos anos: o aluguel por temporada. Trata-se de uma alternativa muito rentável para aqueles que têm um segundo imóvel ou pretendem investir em uma casa ou apartamento em regiões com atrativos turísticos.

Mesmo já sendo uma prática conhecida no Brasil, o país ainda tem um grande potencial de crescimento neste setor. O AlugueTemporada, representante brasileiro da HomeAway - pioneira e líder neste mercado que reúne mais de um milhão de imóveis em 190 países - tem 28 mil imóveis anunciados no Brasil. Já a operação americana reúne cerca de 350 mil imóveis nos Estados Unidos. Se considerarmos que a população brasileira é de 200 milhões de habitantes e a dos Estados Unidos 300 milhões, dá para entender o potencial de crescimento. De acordo com Brian Sharples, fundador e CEO da HomeAway, o Brasil é o maior mercado de aluguel por temporada da América do Sul em função deste poder de expansão e tem potencial de alçar voos ainda maiores.

“Este ano estou muito surpresa porque estou com o mês de março todo alugado, abril já tenho algumas datas reservadas e o próximo Réveillon também já está fechado. Estou realmente impressionada com o aumento da procura para alugar minha casa”, explica Marina Luciano de Moraes, proprietária de um imóvel na Praia das Toninhas, em Ubatuba (SP).

Com o orçamento reduzido, muitos viajantes brasileiros têm buscado hospedagens mais baratas para viajar e constatam que o aluguel por temporada oferece um ótimo custo-benefício no país e no exterior. A demanda de viajantes hoje é muito alta, prova de que há espaço para crescimento no número de imóveis anunciados. As estatísticas confirmam o aumento da procura pelo segmento no país. O AlugueTemporada recebeu 21,6 milhões de visitantes únicos em 2015, o que significa um crescimento de 35% em relação ao ano anterior. Em 2014, os acessos do site já haviam subido 46% em relação ao ano de 2013. A elevação do fluxo reflete positivamente na renda dos proprietários, que conseguem uma maior taxa de ocupação em seus imóveis e obtêm o tão desejado complemento na renda mensal a partir de uma ferramenta fácil de gerenciar.

“Ao contrário do meu marido, eu não trabalho fora, me dedico apenas em administrar o aluguel. Atualmente cerca de 50% de nossa renda total vem do aluguel da casa”, completa Marina de Moraes. Ela anuncia há cinco anos no AlugueTemporada, faz uso próprio do imóvel com a família esporadicamente e confirma que a locação já tem uma importante parcela na renda familiar. No Rio de Janeiro, o arquiteto e produtor de eventos Egon Aszmamm Júnior ficou satisfeito quando começou a alugar dois apartamentos próprios em Copacabana e decidiu investir de vez neste modelo de negócio. Atualmente ele administra o aluguel de oito imóveis no Rio, tanto propriedades próprias quanto de parentes e conhecidos. Ele revela que cerca de metade da sua renda mensal provém do aluguel de seus imóveis.

“No início, em 2012, eu tinha apenas dois imóveis. Então decidi colocar em prática a profissão que não exercia mais, a de arquiteto, e reformei os apartamentos. Um ano depois de anunciar no site, os imóveis bateram recorde de ocupação. Em um mês com 31 dias, ficou ocupado durante 30. Além de me garantir um bom lucro, administrar o aluguel dos imóveis também me coloca em contato com pessoas do mundo todo”, afirma Egon, que tem cinco dos oito imóveis que administra já reservados para agosto, período dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

A renda média mensal obtida pelo dono de um conjugado na Zona Sul do Rio de Janeiro, por exemplo, é de R$ 3.000. Quem afirma é Mozart Alves, diretor comercial da Agência Heidelberg, que administra cerca de 200 apartamentos por temporada. O lucro estimado por Mozart já inclui despesas comuns do negócio, como o valor pago pela agência para anunciar no AlugueTemporada – o anúncio por um ano no site custa entre R$499  e R$ 1.599 e o proprietário não paga nenhuma comissão ao concretizar o negócio com os viajantes.

O rendimento, porém, difere de acordo com o perfil de cada imóvel. Uma casa de quatro quartos em Florianópolis (SC), por exemplo, rende uma média de R$ 150 mil por ano, segundo informou o proprietário Valdez Farias. “Na alta temporada, a casa fica quase 100% do tempo alugada, enquanto na baixa a ocupação é de cerca de 50%”, acrescenta Valdez, que oferece diversos utensílios aos hóspedes, como bicicletas, TV com Netflix, berço, carrinho de bebê, cadeira e barraca de praia.

Com um ritmo de crescimento promissor no Brasil, o aluguel por temporada está se consolidando dia após dia como uma fonte de renda certa no fim do mês para proprietários que optam por esse modelo de negócio, ao passo que os viajantes brasileiros estão cada vez mais procurando por alternativas vantajosas às hospedagens tradicionais. Uma combinação que explica a expansão do mercado no Brasil e mundo afora.

Comentários

Newsletter - junte-se a 12746 assinantes

Receba dicas de turismo de todo Brasil e informações sobre imóveis para aluguel de temporada.