Quais são as reações à gentrificação provocada por sites de aluguel por temporada

Postado em Blog TemporadaBR | 05 de Agosto/2016

Sites de aluguel de apartamento de curta temporada, como o Airbnb, têm contribuído para o processo de gentrificação em cidades turísticas. É o que acontece em Berlim, Lisboa e Amsterdam.

A gentrificação consiste na valorização imobiliária de áreas da cidade, que faz com que moradores e comércios sejam substituídos por novos ocupantes de renda e preços mais altos.

Isso acontece porque esses serviços, na maior parte das vezes não regulamentados, tiram apartamentos do mercado que passam a ficar disponíveis para as curtas temporadas - modalidade voltada a um público turista de alta renda e mais lucrativa aos proprietários.

A menor oferta de aluguéis de longo prazo encarece o valor dos imóveis que sobram e acaba expulsando moradores de rendas baixa e média dos centros das cidades. Há ainda críticas à perda de arrecadação de impostos e danos ao setor hoteleiro.

O Airbnb funciona como um serviço on-line comunitário para anunciar e reservar acomodações. Ele permite que pessoas aluguem partes da própria residência ou ela inteira.

Preocupados com a questão, prefeituras como a de Nova York e Berlim aprovaram leis que restringem as operações dos sites de aluguel de curta temporada.

Em Nova York, por exemplo, é proibido alugar apartamentos em prédios residenciais por um período menor que 30 dias - embora seja permitido alugar um dos cômodos, se o proprietário morar no apartamento no mesmo período. Em Berlim, não é possível anunciar na plataforma sem um cadastro prévio na prefeitura.

A sociedade civil também se organizou numa tentativa de reverter o processo, criando o FairBnB, um trocadilho com o maior serviço de aluguéis da atualidade - em inglês, “fair” quer dizer “justo”. O movimento debate formas de beneficiar iniciativas locais e não apenas investidores e especuladores.

“Não queremos culpar pessoas normais que alugam legalmente um quarto extra para ajudar um visitante ou poder pagar as contas”, disse uma ativista do movimento de Toronto. “Mas acreditamos que as cidades canadenses devem modernizar suas leis de forma que haja regras justas, consistentes e respeitosas no mercado.”

O Airbnb argumenta que o serviço é uma importante forma de gerar renda para famílias e pessoas de forma autônoma e que, no mercado hoteleiro, “há espaço para todos”. Quanto aos impostos, a empresa afirmou que coleta taxas diretamente dos usuários do serviço e repassa os valores ao governo em mais de 190 cidades. Na lista divulgada pela empresa, não está nenhuma cidade brasileira.

Fonte: Nexo Jornal

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