Caixão simbólico do PT é exibido em comício de Flávio Bolsonaro em Manaus

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Imagem: cnnbrasil.com.br, via imagem de destaque da reportagem.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) exibiu um caixão simbólico do Partido dos Trabalhadores durante um comício em apoio ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) em Manaus, na noite de 19 de outubro. O ato ocorreu no complexo turístico da Ponta Negra e contou também com a presença da candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL).

Apoiadores entregaram a Nikolas Ferreira um caixão de isopor, que foi erguido pelo parlamentar. O objeto continha inscrições com duas datas: 1980, ano de fundação do PT, e 25 de outubro de 2026, dia do segundo turno das eleições presidenciais, que opõe Flávio Bolsonaro a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Enquanto isso, Flávio Bolsonaro fez uma série de promessas durante seu discurso no evento. O senador afirmou que, caso eleito, priorizará o combate às queimadas na Amazônia a partir de janeiro de 2027, oferecendo ajuda ao estado do Amazonas. Ele também prometeu investir na infraestrutura da região, garantindo a conclusão da BR-319 e a manutenção da Zona Franca de Manaus, com o objetivo declarado de gerar emprego e oportunidade. Em sua fala, Flávio Bolsonaro defendeu ainda a castração química para estupradores e abusadores de crianças.

O ato de Nikolas Ferreira insere-se em um contexto mais amplo de políticas de armas associadas ao bolsonarismo. Durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), foram liberados em média 691 registros de novas armas por dia para caçadores, atiradores e colecionadores (CACs). Nesse período, o número de pessoas com registro de CAC teve um aumento de 474%, passando de 117,5 mil em 2018 para 673,8 mil. Dados de 2023 mostram que, entre janeiro e outubro daquele ano, foram registrados 1.259 roubos, furtos ou perdas de armas compradas legalmente por CACs, uma média de quatro por dia.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem sido questionado sobre seu apoio a um projeto de lei que prevê o fim da identificação de munições adquiridas por órgãos de segurança pública. Em entrevista à TV Globo, o candidato se referiu à proposta como um “detalhezinho”. A matéria, que já recebeu aval da Câmara dos Deputados, está atualmente parada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

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