Mãe de Oliver Grayson deixa prisão com tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno
Imagem: correiodopovo.com.br, via imagem de destaque da reportagem.
Mayanna Angelina Rodgers, de 29 anos, deixou a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, após decisão da 1ª Vara Criminal de Viamão. A prisão preventiva, decretada há três meses, foi substituída por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A defesa apresentou o pedido de liberdade, mas o Ministério Público do Rio Grande do Sul não concordou com a solicitação.
A decisão judicial, assinada pelo juiz Guilherme Pires Mitidiero, argumenta que o panorama processual mudou, enfraquecendo os fundamentos para manter a prisão preventiva. Um fator considerado foi que os outros filhos de Mayanna estão acolhidos em uma instituição de proteção, não estando mais em convivência cotidiana com a acusada.
As medidas cautelares determinadas incluem recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h, e nos dias de folga. Mayanna também está proibida de deixar a região da comarca de Porto Alegre, de manter contato ou se aproximar dos filhos, e deve entregar seu passaporte e comparecer a todos os atos processuais. Após a soltura, ela vai morar em uma casa na zona sul de Porto Alegre ligada a uma organização não governamental.
Mayanna responde por tortura por omissão, acusada de não ter impedido agressões sofridas pelas crianças. A investigação que a relacionava ao homicídio doloso qualificado de seu filho Oliver, de três anos, foi arquivada em relação a ela. Segundo a denúncia do MPRS, o pai da criança, D’andre Jermaine Grayson, agrediu Oliver após se irritar porque o menino não lhe deu “bom dia”. Ele teria desferido socos e batido a cabeça da criança contra o piso, causando um traumatismo cranioencefálico grave que levou à morte em 8 de julho. D’andre Grayson é réu por homicídio qualificado e quatro crimes de tortura e permanece preso preventivamente.
A defesa de Mayanna, composta pelos advogados André von Berg, Isabel Cochlar e Juliana Braun Martins, pretende buscar alternativas para que ela volte a ter contato com os filhos, respeitando as determinações judiciais. A eventual retomada da convivência depende de futuros encaminhamentos judiciais.
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