Professor de educação física morre em colisão na BR-060 após invadir pista contrária

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Imagem: g1.globo.com, via imagem de destaque da reportagem.

Alexandre Motta do Prado, professor de 56 anos, morreu após seu Honda HR-V invadir a pista contrária e colidir com um caminhão na BR-060, na madrugada de 14 de outubro de 2026. O acidente ocorreu por volta da 1h no quilômetro 370,5 da rodovia, na saída de Campo Grande para Sidrolândia.

A perícia preliminar confirmou que o carro atingiu a lateral dianteira esquerda do caminhão, que seguia de Campo Grande em direção a Jardim e Bonito. O ponto do choque foi identificado no meio da faixa de rolamento do veículo de carga, corroborando o relato do motorista. Este informou à polícia que percebeu a invasão de faixa e tentou, sem sucesso, desviar para o acostamento.

Com o impacto, o Honda HR-V saiu da pista e capotou em uma área de vegetação à margem da rodovia. Alexandre foi ejetado do veículo e morreu no local. O carro foi encontrado destruído e com as rodas para cima em um barranco. O caminhoneiro perdeu o controle e parou em um capinzal, mas permaneceu no local para colaborar. O teste do bafômetro aplicado a ele não detectou consumo de álcool.

A colisão causou danos extensos a ambos os veículos, espalhando componentes do carro, como o motor, pela pista. Os destroços atingiram um terceiro automóvel, um Fiat Doblò que passava pelo local após o acidente, danificando seus pneus e lataria. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor e orientou o motorista do caminhão a apresentar imagens de câmeras que o veículo possuía.

Alexandre era professor de educação física da Escola Estadual Joaquim Murtinho, em Campo Grande. Seis dias antes da morte, em 8 de outubro, ele foi acusado de publicar mensagens xenofóbicas contra nordestinos em um grupo de WhatsApp. Os prints das conversas, divulgados no Dia do Nordestino, continham ofensas atribuídas a ele. Durante a troca de mensagens, outro participante do grupo alertou que a conduta poderia configurar crime.

O secretário estadual de Educação, Hélio Daher, afirmou que determinou a abertura de uma sindicância para apurar a denúncia. O procedimento ainda estava em fase inicial porque as escolas estavam no período de recesso conhecido como ‘semana do saco cheio’. Até o momento do acidente, o professor não havia sido afastado de suas funções.

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